Minha Mediunidade



Não é nada fácil ser Médium de Incorporação dentro da Sagrada Umbanda, mas é reconfortante quando se encara todos os obstáculos de frente e com coragem.

E, para pessoas que possuem a mediunidade do meu nível há que se travar uma luta diária com as correntes contrárias, que fazem de tudo para não nos deixar seguir em frente.

A Mediunidade de uma pessoa não nasce pronta, quando nascemos somos apenas uma pequena semente que precisa de muitos cuidados de um jardineiro competente, e quanto mais rara for a semente, mais delicado e competente terá que ser este jardineiro, que no caso será um bom e sério PAI DE SANTO a cuidar das correntes espirituais, se estas o aceitarem.

É muito importante salientar que os ORIXÁS e ENTIDADES de uma pessoa com mediunidade forte e completa, não aceitam serem cuidados por gente medíocre, e foi assim que aconteceu comigo.

Tudo aconteceu porque meus GUIAS não aceitavam qualquer lugar. Isso durou até ao dia que o Senhor Mané, PAI DE SANTO muito competente de um centro muito sério do Rio de Janeiro, se antecipou aos meus pensamentos e, a partir desse dia, a minha PRETA VELHA assumiu o comando e dei inicio ao meu desenvolvimento espiritual.

Essa querida preta velha já me tinha dado muitos sinais da sua existência e bondade, mas faltava da minha parte, compreender os sinais. A partir daí, senti uma paz e alegria tão grande, que minha espiritualidade foi naturalmente se fortalecendo.

Seis meses depois estava fazendo a cabeça para MÃE DE SANTO porque assim foi exigido pelos meus Orixás. O meu guia chefe, Caboclo Cobra Coral, costuma dizer que tem pessoas que precisam estudar muito para aprender, outras só precisam ser orientadas, e essa foi a receita para o meu desenvolvimento, apenas orientação.

Os Orixás fizeram o resto.